segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Arquiteturas do abandono : [ou uma cartografia nas fronteiras da arquitetura, da filosofia e da arte]

Pensar as arquiteturas do abandono na contemporaneidade e fugir da descrição em detrimento da experiência. Tudo por meio da cartografia sentimental. Abandonar a centralidade das certezas da matéria, da significação e do sujeito, propostas nas teorias da arquitetura e do urbanismo, para , dessa forma,abrir-se à arte, à filosofia e à vida. Cruzar fronteiras, às vezes, abandonar é esquecer, renunciar, deixar alguma coisa. As arquiteturas do abandono, antes de qualquer coisa, é um estado, uma condição, os quais passam pela descoberta dos sinais do abandono, sejam eles negativo-agressivos, positivo-amorosos, não-valorizados ou catastróficos. Para, por fim, desvendar que essa pode ser uma arquitetura da liberdade, do sem compromisso, ou seja, do fim e do começo da própria arquitetura. Ler a cidade a partir de suas arquiteturas e espaços do abandono é olhar a vida nua e o poder soberano unidos, coexistentes. Tudo carregado pelas potências do profano e pela filosofia da diferença, do violável, da melancolia, da arte contemporânea. Nós já vimos esse filme, já visitamos esse lugar, já sentimos calafrios ao nos deparamos com as arquiteturas do abandono. Agora é só experimentar!

Autor Rocha, Eduardo
Orientador Fuao, Fernando Delfino de Freitas
Data 2010
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Arquitetura. Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura.